sexta-feira, 17 de dezembro de 2010

Retrospectiva 2010



Ano acabando, hora de repensar as coisas que fiz durante este, julgando as corretas pra seguir fazendo, e eliminar as erradas ;x
Tarefa difícil, não impossível.

As minhas crises de identidade mais sérias sempre chegam no mês de dezembro é incrível isso, bate uma angustia, uma aflição, acho que seja a coisa mais errada que guardo em mim, e desde sempre foi assim. Eu releio emails antigos (na época do colegial eu iria reler as cartas rsrs.). Revejo as fotos tiradas durante todo o ano, tento lembrar de todas as coisas que me deixaram triste, as que me causaram alegria
acabam surgindo também, óbvio.

É como se fosse uma faxina na alma, vasculhando as coisas boas pra levar adiante, e deixar o lixo no ano que tá ficando pra traz, não vou dizer com isso que consigo deixar as mágoas que surgiram, uma cicatriz sempre lembrará uma ferida antiga.
Vou dividir um pouco com os que passam por aqui dos meus fatos mais históricos de 2010, que me perdoem os que não forem citados, mais algumas pessoas são importantes mesmo que nem sempre estejam sendo lembradas.

Comecei o ano na minha terra natal, Tupanatinga-PE, festas, amigos de tempos. Depois lá pras bandas de fevereiro veio aquele namoradinho incrível, carinhoso, cuidadoso, altamente ciumento, o tempo fez questão de deixá-lo na história como uma pessoa especial; acusamos a distância de nos afastar e acabar o namoro, é normal sempre colocarmos a culpa em alguma coisa pra não assumirmos tudo sozinhos.

Ai veio Sâmela aquela pessoal altamente compreensiva que desde o primeiro momento que nos conhecemos (domingo de carnaval), tem me apoiado muitíssimo, começou guardando um segredo meu macabro. Ela sempre foi e será minha pricunhada preferida. Caruaru só faz sentido por ela (e pelos gatinhos né, devo ser sincera, kkkkk). Enfim, essa sim foi um dos maiores presentes do ano, se não o maior.

Luta constante na universidade, meses de sufoco mesmo, noites sem dormir, por vezes até caminho ao lado de uma quase depressão (o que nunca é nenhuma novidade pra mim, peço muito a Deus proteção, sou muito dramática, transformo pequenos problemas em grandes conflitos, sofro com coisas fúteis, com TRAIÇÕES de pessoas fracas assim por dizer). E uma doença seria conseqüência da atenção dobrada que dou a essas coisas sem muito fundamento. Mas, contudo sempre supero, e ei de continuar me mantendo forte assim.

Vivi o melhor São João de todos esses anos, eu nunca tinha me divertido tanto como no pátio do forró, melhor dizendo na CAPITÁL DO FORRÓ – MINHA CARUARU. Recordo bem o dia 17 de Junho. Surge um sentimento especial, contudo momentâneo, e que de tantos momentos passou a ser mais constante, ainda trago comigo pra não perder o costume, eis Jan Carlos.

Passei o ano inteiro com saudade de meu pai, pra piorar meu irmão foi embora morar com ele, mas vai voltar em menos de dez dias, e isso tem me alegrado bastante.
Dos conflitos com freqüência que tive com minha mãe, restam apenas os arrependimentos, eu a amo tanto e somos tão parecidas na essência que sempre estamos em atrito. Hoje aceito mais suas coisas, mesmo sabendo que ela como mãe, as vezes também está errada. Somos amigas e isso é incrível.

Ultimamente venho sentindo um medo grande, receio que perdi a prática de gostar das pessoas cujas me relaciono, seja lá como for, inclusive e principalmente os amigos (as). Isso tudo é proveniente das decepções durante esse ano que não foram poucas, não confio mais nas pessoas, sei que estou sendo generalista salvo raras exceções que eu confio até minha vida. Impressionante basta o primeiro vacilo de alguém que eu to logo mandando pro espaço, antigamente eu ainda sondava os porquês, sempre me atribuía uma parcela significativa de culpa, mais hoje em dia, se sujou cai fora.

Um sentimento muito presente em minha rotina é a saudade, de pessoas, coisas, lugares [...]
Não quero com isso falar que sinto saudades de minha cidade de origem, pois não sinto. De lá queria mesmo algumas pessoas, umas poucas, porém significativas.
Fámilia, amigos mais próximos. Júnior Lima, esse faz uma falta, é engraçado, quando queremos definir as pessoas mais marcantes não surgem palavras, e até vem algumas só que repetitivas, não me expressariam bem.
Há mais algumas pessoas, contudo seria sem nexo citá-las por aqui, mesmo em um lugar 'meu'. Pessoas cujos nomes causaram impacto até mesmo na reputação. Não que sejam do mal, mas que aos olhos do mundo não te fizeram bem, e de fato.

Não poderia deixar de falar do senhor LeandroBrandão que se achegou tão de mansinho e hoje ocupa um espaço imenso no meu coração, infelizmente a distância maltrata nossos dias. E nem mesmo assim ele manera no ciumes, tais doido, é imoral sentir ciume até mesmo quando a pessoa vai beber água e demora a responder no msn.

Com tantas graças não posso eu deixar de agradecer a Deus sua tamanha generosidade comigo, podia ter colocado mais um milhão de pessoas e coisas na minha vida, mais foi super seleto deixando ao meu alcance o que havia de melhor, os sentimentos sinceros, os que duram mais que instantes, e seguem com agente no tempo, mesmo que seja na lembrança, o que temos de mais sagrado...

Uma lição incrível desse ano. A duras penas, demorou muito, mas eu aprendi. Foi que amor bom, é amor próprio. Melhor que ser controlada, é saber manipular. Aprenda a argumentar e nunca mais precisará ter razão!


Ps. Desculpa os que não foram citados, criei esse texto com coisas vindas do coração, e até lembrei de outras pessoas, mas eu não iria sujar minha escrita falando de sentimentos que vem da boca pra fora, e de pessoas que falharam comigo. Não vejo muita diferença em pessoas boas e ruins, acredito mesmo é no BEM e sei que há pessoas fracas demais para praticá-lo.

terça-feira, 14 de dezembro de 2010

Um encontro, em um lugar qualquer.


Por muitas vezes chego a acreditar que não existe destino. Que as coisas acontecem por puro acaso e por que tem que acontecer. É daí que vêm os encontros casuais, mas em determinadas situações eu coloco a prova meus conceitos, como no caso de com tantos lugares e opções para sairmos numa terça-feira de uma cidade agitada, nos encontrarmos em um barzinho de uma esquina qualquer, depois do dia anterior juntos, acompanhados de outras pessoas, quando na verdade deveríamos estar juntos. Ou pra ser sincera nunca deveríamos ter estado juntos!
É a famosa saia justa, eu me sinto estranha em não conseguir desprezar o que estou sentindo agora. Nem o que passei no determinado momento, pude notar que não foi algo agradável para nenhum dos lados, só não imaginava que seria tão constrangedor.
Eu nunca sei definir o que estou sentindo, ás vezes é ódio, outras é amor, na maioria é uma mistura de ambos. Agora é mistério, é estranho, é desejar está vivenciando uma mentira, e ter certeza que é verdade.
Ando meio desligada, passei um dia nostálgico, mais amanhã, ah amanhã. Eu saberei como devo agir.

segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

É ótimo está de bem com a vida.

Com o tempo agente para de reclamar que tudo tem dado errado e começa a aceitar que as coisas mais simples, podem sim ser as mais belas. Como observar o vôo errático de uma borboleta, ou quando as sentimos na barriga (é uma sensação indescritível).
E quando somos tomados por um abraço apertado e sincero? É como mágica, se sentir pequena nos braços de alguém.
E aquele telefone que toca no meio de uma tarde qualquer dando todo sentido a nossa vida, com uma voz suave quase sussurrada dizendo que sente saudades e deseja te ver;
Eu não acredito que já exista definição pra o que sinto quando isso acontece.
Hoje eu percebo que todos os sentimentos que eu cultivo desde criança, inclusive os maus, fazem toda diferença, hoje que estou me tornando adulta. Ou tentando!
Me critiquem se eu estiver errada, (mas que suas críticas sejam construtivas eu ando sem paciência pra bobagens).
É ótimo está de bem com a vida!

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Esse tipinho de gente.

Acredito que todo mundo uma vez na vida já teve uma amiga invejosa, ou que quisesse puxar seu tapete, ou que desse em cima do seu namorado. Ou que, simplesmente fosse uma pessoa que se dizia sua amiga mas não era. Ou aquela “amiga” que parecia um corvo de filme de terror e tudo que você contasse pra ela dava errado. Já teve uma amiga assim? Então você sabe do que eu estou falando.

E esse tipo de gente, não sei. Parece que esse tipo de pessoa atrai coisa ruim. Atrai doença, desastre, acidente. E elas espalham o mau agouro por onde vão. As coisas vão dando errado pro resto da família. Como um dominó que vai derrubando um por um em seguida.

Esse tipo de gente negativa geralmente faz amizades por motivos diferentes dos nossos. Não, elas não querem a nossa companhia. Não precisam dos nossos conselhos. Elas simplesmente precisam da gente. Precisam da gente pra ouvir seus lamúrios e reclamar da vida. E o pior: elas querem te ver reclamar. Não, elas não agüentam te ver feliz. Não, elas não admitem que nada dê certo na sua vida. Sim, elas vão sempre ver o lado negativo de tudo – absolutamente tudo – que você comentar que vai fazer. Elas estão sempre te dando conselhos pra te fuder e te ver no fundo do poço (mas na hora que você está precisando de conselho, você não consegue perceber isso).

Esse tipo de gente adora te ouvir. São capazes de te ouvir por horas se você quer reclamar ou lamentar a vida. Vão te ouvir eternamente se você quer falar mal dos homens, ou do quanto sua vida anda ferrada ou do tanto que você se deu mal na faculdade. Ou simplesmente falar mal de algo ou de alguém. Mas não ouse falar do tanto que tem se dado bem, que sua amiga nova é legal ou que seu namorado é bacana. Você vai ouvir um “que bom” ou simplesmente um pitaco errado. Um palpite sobre algo, mesmo que elas não façam a mínima idéia do que estão falando. Sim, elas entendem de todos os temas do universo. E sempre acham um defeito em tudo. Tu-do. Essas pessoas têm uma lente de aumento que funcionam só pras coisas ruins. Um amplificador de desgraças.

De gente assim, já deu pra mim. Cansei de compartilhar a infelicidade alheia, até mesmo quando a infelicidade nem existia. Cansei de ver o alheio querendo refletir sua infelicidade em mim. Cansei de ouvir que “não vai dar certo”, que “você não está bem”, que “não é pra você”. Essas pessoas são suas melhores amigas quando você está na lama. Conhecem, de cor, uma lista de remédios pra depressão e vão falar que você precisa de pelo menos uns três desses. Mas elas não querem resolver o seu problema, não suportariam te ver feliz. Elas só precisam de companhia pro problema delas.

Por mim que essa pessoas morram. Eu to muito bem, e muito feliz obrigado sem a presença delas :)