
Um dia você acorda e não entende como cabe tanto dentro. Do armário ou da vida. E aí você decide se livrar de. Coisas ou pessoas? Eu, particularmente, prefiro me livrar de pessoas. Das coisas tenho uma dificuldade imensa em me desfazer. Não queira pensar com isso que sou materialista. Mais as pessoas ao contrário das coisas, tiveram escolha ao entrar em minha vida, e algumas delas ainda assim deixaram suas digitais sujas. É possível me compreender? Talvez em ''Pandora''.
Quando resolvo me livrar de alguém não sinto falta, e faço isso de caso pensado, não tenho medo, medo depois de dizer que aquela pessoa já nem me desperta nada. Porque não desperta. Faz parte de fase morta. Minha vida funciona em compartimentos, mas isso é segredo meu.
Das coisas eu não me livro. Do meu lixo velho. Dos ursos mortos, das bonecas quebradas. Dos lápis em toco que escreveram meu/TEU nome.
Eu sou mesmo engraçada! Louca?
- NÃO. Não me julgue assim, você e suas manias sujas de sair julgando todo mundo.
Por isso cumprimento tão pouca gente na rua. Por isso caem tantas coisas cada vez que eu abro uma gaveta, uma porta. Por isso tenho dois ou três amigos apenas, e ouça não me arrependo. Por isso é que eu poderia ser tão triste. Mas eu não sou. Não sou.
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